A Libertação da Palestina tem sido um objeto de atuação política, para ampla camada das sociedades, limitado aos momentos de grande conflagração, situações de violência e miséria extremas, ou mesmo de guerra, durante as quais as informações e notícias relevantes circulam por todos os meios da mídia.
Nestes períodos, proliferam Comitês, Organizações, Movimentos e também atuações individuais ou de grupos menores, dedicados a realizar alguma atividade, no campo prático ou no teórico, para fins de interagir e provocar consequências objetivas - na maior parte das vezes, manifestações de grande volume, ou divulgação de informações junto à sociedade.
Reuniões, comissões, agendas são convocadas, para uma multiplicidade de opções, mas via de regra, elas acabam sempre sendo vinculadas a algum espaço físico alternativo, emprestado ou cedido por alguma entidade externa, tais como sindicatos, sedes de partidos políticos, gabinetes, centros culturais, espaços no meio acadêmico e outros.
Poucas chances tem, o interessado e dedicado à causa palestina, de acessar tais locais, em momentos de "apaziguamento de ânimos", ou seja, os períodos onde as notícias e acontecimentos relativamente à Palestina não estão inundando os meios de comunicação em geral.
Sobram nomes de pessoas, endereços eletrônicos, meios de contato em geral, pelos quais supostamente o interessado eventual poderia angariar informações relevantes e ter chances de encontrar outras pessoas dedicadas ao menos a estudar a questão a fundo, em seus pormenores pouco explicitados.
Passado algum tempo, os endereços físicos e os comitês já não existem mais, ou já não estão mais dedicados à questão específica; as pessoas possuem outros compromissos, reservam-se pouco tempo, ou insuficiente, para atender aos anseios do leigo, daquele pouco habituado à questão; os endereços eletrônicos já não respondem aos pedidos de informações. Quem quer que se interesse pela Palestina, acaba tendo como refúgio, e única fonte de informações e de comunicação, os meios virtuais, fóruns voláteis na internet, blogs pouco comprometidos ou pouco avalizados, e é claro, os livros e as bibliotecas.
Proporcionar um espaço físico, com endereço para correspondências (cartas, correios), permanente e exclusivamente dedicado à Palestina, é meta do projeto do CLP. Evitar, ou minimizar, as perdas potenciais de pessoas que poderiam e estariam dispostas a atuar afirmativamente, em virtude falta de um "local" apropriado e destinado a recebê-las, é fundamental, para quem vislumbra atuações propositivas, eficientes e duradouras, em favor de uma Libertação da Palestina, no sentido amplo da expressão.
Escapar, no sentido positivo, à imperiosidade dos meios virtuais, fraternais ou politicamente atrelados, pouco confiáveis, de respostas frias, atrasadas ou pouco contemplativas, faz parte desta estratégia de emulsão da luta pela Libertação da Palestina.